Epice, um restaurante raro de se ver

Há tempos eu estava ouvindo falar do Epice. Que o chef Alberto Landgraf andava fazendo receitas criativas e precisas, que seu novo menu-degustação estava especialmente inspirado.

Fui conhecer a casa com certo atraso, depois do bafafá em mídias sociais, foodies levantando bandeira, coisa e tal. Na primeira investida, tentei ir com minha filha e marido, no almoço, mas ao descobrir que não havia meio-prato ou forma de fazer algo pequeno ou apropriado para ela (inclusive no preço), desanimei e fui embora.

Passada chateação, caí na real de que existem locais reservados aos adultos. Ninguém vai colocar na porta “proibido crianças”, mas algumas atitudes deixam claro que ali é território de gente grande. E acho justo. Tem hora que pais, mães e principalmente quem não é uma coisa nem outra merece um ambiente mais sossegado (sou mãe consciente o suficiente para saber que crianças costumam tumultuar um bocado). Voltei.

Encarei a dois um programinha vespertino, com uma fome de leão. Pedi a comentada porção de charcurterie da casa, com terrine de joelho de porco, peito de pato curado, rilette de porco e outros itens, suficientes para dois. Bem gostoso e incomum na cidade (a do Arturito ainda é a minha preferida). Só lamentei vir com pouca oferta de pão.

Pedimos então o couvert, com quatro pãezinhos deliciosos, feitos na casa, com destaque para o delicado de azeitonas pretas, que escapa do sabor predominante que o ingrediente pode ocasionar. Comeria uma cestinha daquele pão e, pra minha felicidade, ele de fato foi reposto quantas vezes foram necessárias.

Na hora de escolher os pratos principais, eu fui de magret de pato com lentilhas de puy, que estava bem saboroso, com molho de vinho e purê de batata, mas estranhei um pouco as lentilhas. Cozidas al dente, parecia que faltava algo no sabor, ficou um pouco terroso.

Pato com lentilhas Puy

Ele foi de paleta de cordeiro sauté, esse sim um prato espetacular, com tatin de cebola-roxa e queijo de cabra empanado. Um senhor de bastante idade comia o mesmo prato ao nosso lado com o mesmo entusiasmo de uma criança em mesa de doce.

Saímos felizes da refeição, que achamos justa pelo preço que pagamos, mas ainda não me considerava devidamente apresentada às maravilhas que estava ouvindo de Landgraf.

Duas semanas depois, andando pelo jardins enquanto resolvia pendências, resolvi voltar. Era horário do almoço, e o mesmo atencioso e sério atendente (adoro garçom sério) da vez anterior me ofereceu o cardápio executivo. R$ 45 pelo couvert dos pães divinos, uma entrada, prato principal e sobremesa. Pareceu justo. E raro também.

Depois dos pãezinhos, molhados em azeite e flor de sal, escolhi como entrada o creme de abóbora com pato confit. O creme era bem emulsionado, quase aerado. Tinha sabor cítrico de limão-siciliano, provavelmente do pato, que, desfiado, ficava no fundo da tigelinha. Um prato complexo, saboroso e intrigante em pleno almoço de terça-feira. Isso pareceu mesmo muito raro.

Creme de abóbora com pato confit

De principal, fui de pargo, com ervilhas tortas e cuscuz marroquino, numa tentativa de compensar meus recentes abusos à mesa. Sabe quando um prato tem tudo para ser meio sem graça e ele te surpreende? Foi assim. O pargo veio num ponto muito preciso, com casquinha crocante. As ervilhas-tortas al dente, como devem ser os vegetais. A vinagrete que circundava tudo dava a acidez necessária. Raro, muito raro.

Pargo com ervilhas-tortas e cuscuz marroquino

De sobremesa, o garçom sério nem me deixou falar, quase que pediu por mim o pain perdu. Acatei, seria mesmo a minha escolha. No fundo da travessinha, um pão quentinho e delicioso, do mesmo nível dos do couvert era acompanhado de creme inglês e coroado por um sorvete de baunilha feito ali. Coisa rara de ver.

Pain perdu

Na hora da conta, depois do café, R$ 48 e uns quebrados. Chamei o garçom sério.

-  Você esqueceu de cobrar a água

-   Nós não cobramos água aqui

-   Nem com gás? Era com gás

-  Nem com gás. Consideremos que água é algo muito fundamental para cobrarmos. Aqui temos uma máquina que mineraliza e gaseifica na hora e servimos ao cliente sem custo.

Esse almoço vai ficar um tempo na minha memória. Pela qualidade do que comi, pelo tratamento justo da casa com a clientela e porque aquele almoço executivo realmente me faz querer voltar e comer à la carte outras vezes. E também finalmente experimentar o menu degustação, que já considero algo urgente.

Alberto Landgraf, preciso admitir, você é uma raridade.

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Epice
– Rua Haddock Lobo, 1002, tel.: 11 3062-0866.


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Restaurantes para ir com as crianças e a seção Baby Gourmet

A convite das meninas do incrível Minha Mãe Que Disse, escrevi um texto sobre a minha frustração com os menus infantis em geral.

Resumindo bem, descrevi por que acho uma tristeza que uma casa deixe de lado a possibilidade de fazer pequenas versões de seus pratos, adaptados às crianças, e bata na mesma tecla de todo mundo: macarrão com creme de leite, hamburguinho, batata smile (cruzes!).


Tenho uma filha de dois anos e saímos frequentemente para comer em família. Não me lembro de ter pedido um menu infantil para ela. Em vez disso, preço uma versão reduzida de algum prato do menu que ela possa gostar.

Em alguns casos, o valor cobrado pelo pratinho reduzido cai pela metade, já outras casas cobram exagerados 70% por meia porção, mesmo quando se trata de dar para uma criança, que nem vai comer tudo aquilo.

Se a casa não dá uma boa opção para seu filho comer e, por outro lado, te cobra um valor alto por um pratinho bem reduzido, entendo que esse é um local em que crianças não são bem vindas.

Mas há restaurantes em que há boa vontade em receber os pequenos e acolhê-los. E é sobre eles que vou falar aqui, junto com outros “papás”, comidinhas e lanchinhos gostosos para crianças, na nova categoria Baby Gourmet.

Para inaugurar, uma lista de alguns restaurantes que fui ultimamente com a pequena e que fomos muito bem recebidas e comemos bem. De quando em quando, mais sugestões para ir com crianças devem aparecer por aqui.

Bar da Dona Onça
Janaina Rueda tem dois filhos, o que pode, em parte, explicar a atenção que dão aos pequenos no salão do bar e restaurante que fica aos pés do Copan.

Não há menu infantil, mas nem precisa. Os PFs da Onça, servidos todos os dias, são ótimos para crianças: você escolhe uma carne, peixe ou omelete, que vem com arroz branco, feijão e couve refogada (o vegetal que a gente quer tanto que eles comam e que minha filha ama).

Na última vez, escolhemos a carne moída. “Tem carne de porco misturada, tudo bem?” perguntou Janaína. Tudo ótimo, que a família adora porco. Dália lambeu os beiços e ganhou um brigadeiro de sobremesa.

O valor cobrado para meia-porção, nesse caso, cai pela metade. E pagar R$ 17 para seu filho comer um prato desses, acho que vale muito a pena. (o valor integral do PF é R$ 34).

Av. Ipiranga, 200, loja 27/29 – República. Telefone: 3257-2016

Casa da Fazenda
Nesse espaço amplo e arborizado no Morumbi, que permite às crianças brincarem no jardim enquanto os pais terminam a refeição, há o melhor e o pior para dar para os filhos comerem.

No amplo bufê, há um espaço dedicado aos pequenos, com tudo aquilo que eu não quero oferecer para minha filha. Mas a criança não precisa se servir lá, uma vez que há tantas boas opções no menu adulto que alguma com certeza algo vai agradá-la.

Na última visita, minha filha comeu posta de pescada branca assada, com batatinhas e legumes grelhados. Adorou. E de sobremesa tem frutas, doces mil e o ótimo picolé Diletto (cobrado à parte).

Na ocasião, estava com minha filha e meus dois sobrinhos, de 7 anos. Não foi cobrado nada por nenhuma das crianças – o que eu acho muito decente, uma vez que cada adulto paga salgados R$ 85, no sábado, e R$ 95, no domingo, para se servir à vontade.

Mas atenção: a isenção só vale até os 7 anos. De 8 a 11 é cobrado 50% do valor do menu e, a partir dos 12, valor integral.

Av. Morumbi, 5.594 – Morumbi – Oeste. Telefone: 3742-2810

Hideki
Você adora comida japonesa, mas o serviço à la carte (mais lento) e pedir um prato adulto para o pequeno te desanima? Experimente o Hideki. Sempre frequentei a casa, principalmente pedindo à la carte, mas virei uma adepta de seu vasto bufê desde que minha filha nasceu.

Apesar de todos os contras que o modelo pode oferecer, principalmente em se tratando de comida japonesa fria, bufê é economia de tempo, é sentar e comer. E quem tem filho pequeno sabe o valor que isso tem.

Vamos com certa frequência, meu marido e eu comendo de “um tudo” e minha filha que virou fã de shiitake, ataca o tepan de anchova (se tiver salmão ela também encara) e o yakissoba com legumes. Não raro, tem gelatina, fruta, sorvete de creme de sobremesa. Ela vai à forra.

Gosta tanto, que aprendeu a comer com os hashis antes de fazer dois anos (usando o elastiquinho, claro) e pede sempre para ir no “restaurante do pailitinho”. O melhor: criança de até 5 anos não paga (de 6 a dez anos é cobrada metade do valor. O bufê integral custa R$ 65 por pessoa durante a semana e R$ 73,50 no fim de semana).

R. Treze de Maio, 1.050 – Bela Vista . Telefone: 3283-1833. Há outros dois endereços, em Moema e em Pinheiros.

Santinho
Outra opção que virou uma das nossas preferidas para ir em família.

O bufê da casa mais nova da chef Morena Leite tem uma estação de massas feitas na hora, que sempre agrada aos pequenos, além de peixes brancos assados, purezinhos, legumes e verduras refogadas.

Na última vez, Dália comeu mesmo foi feijoada: feijão preto, carne-seca desfiada, a farofa que ela ama e couve. Aqueles brigadeiros de colher, na versão capim santo e chocolate, que ficam à disposição são um  perigo – as crianças ficam alucinadas (e os adultos também, confesso).

Além das boas opções de comida, o restaurante fica dentro do instituto Tomie Ohtake. Se estiver rolando uma exposição bacana (a do Steve McCurry, com obras da Galeria de Babel estava demais), o programa duplo está garantido.

Como ficam os valores: até 6 anos criança não paga, de 7 a 10 anos paga 50%. Valor integral: de terca a 5a: R$ 43, 6a: R$ 47, sábado: R$ 63, domingos e feriados: R$ 69).

R. Coropés, 88 – Pinheiros. Telefone: 3034-4673

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Almoços executivos que valem a pena: Twelve

O ambiente não é de tirar o fôlego e a comida não mudou a minha vida. Mas o Twelve Bistrô virou um dos restaurantes que mais gosto de ir cotidianamente, comer um almoço gostoso, sem sustos, com a qualidade ou a conta. É também um dos poucos locais que se apropriaram do nome “bistrô” corretamente e não como licença poética – poucos pratos, informalidade e preços bons de fato estão presentes ali.

Moro e trabalho na região. E desde sua abertura, quando ainda se chamava 9h às 9h, a casa virou um porto seguro para fazer um almoço decente. E, para quem quer, tomar um chope decente também (o ótimo Bamberg, na terra do monopólio da Brahma, a Vila Madalena).

Fui visitar a casa pela primeira vez atraída pelo nome do chef australiano Greigor Caisley, que comandou por muitos anos a cozinha do Drake’s Bar, que ficava num espaço aprazível do centro de cultura britânica, na vizinha Pinheiros. Ali, criou um hambúrguer de respeito e vários pratos – pão, sorvete, ensopado – feitos com cerveja (em especial Guinness). Era, no mínimo, curioso.

E Greigor levou suas criações para o 9h às 9h, que depois deixou de abrir desde manhã e virou Twelve. Continuam lá o sorvete de Guinness, o fish and chips e os ótimos hambúrgueres. O de fraldinha com gorgonzola e cogumelos, servido com batatas gordas cortadas à mão e chutney de tomate (que custa honestos R$ 22) é, na minha opinião, um dos melhores da cidade.

Mas também tem um menu-executivo camarada, com várias opções de prato. Na verdade, pode-se optar por quase todos os principais do cardápio, que não são tantos assim.

Ontem era oferecido bife a parmigiana, picadinho com purê de banana e o mesmo chutney de tomate delicioso, que podiam ser precedidos por dois tipos de salada a escolha e seguidos por sobremesa – melancia ou brigadeiro – por R$ 29. Havia ainda dois pratos com peixe, mas o preço subia (R$ 35).

Pra mim é difícil não pedir o hambúrguer. Minhas amigas pediram executivo e o garçom me ofereceu a salada para acompanhá-las. Escolhi a de beterrabas cozidas, folhas verdes e fatias de queijo de cabra. Achei gentil e foi a porção que bastava para abrir meu apetite (depois na conta foi cobrada, por simbólicos R$ 2).

Mas para quem tem mais fome, é uma boa começar a refeição com as coxinhas de rabada, com os predicados que os bons exemplares do petisco devem ter e com rabada no lugar do frango com Catupiry (uma melhoria, no meu ponto de vista).

Também já comi outras vezes e recomendo o steak tartare servido com gema de ovo de codorna, saladinha e as mesmas batatas gordinhas cortadas à mão. Quem dispensa aquela gororoba industrializada que alguns chamam de batata frita, já tem comigo muitos pontos a mais. Greigor também manda bem nos curries, que honestamente não reparei se continuam no menu ou se só aparecem como prato do dia. Já as massas não são seu forte – provei algumas vezes e não têm o mesmo nível do resto.

Com uma varanda agradável, uma boa (mas não espetaculosa) carta de cervejas, oferta de vinhos em taça (cerca de R$ 15), uma boa água com gás (não bebo refrigerante e, sim, a água faz diferença pra mim), também na terra onde as péssimas marcas dominam, e preços de pratos em torno de R$ 25 fazem do Twelve uma ótima opção para quem quer ter uma boa refeição sem gastar muito.


E não que isso influencie na comida, mas o Greigor é uma simpatia e uma figura. Quando fui fazer uma matéria sobre pratos feitos com Guinness, fiquei sabendo ainda que ele é um dos jogadores da seleção brasileira de críquete. E que às segundas, seu único dia de folga, se desloca até o Parque São Jorge, para ali no bairro dar aula do esporte para crianças em uma escola municipal. “Se ninguém fala em futebol, dá tudo certo”, ele me contou, rindo.

Twelve Bistro
Rua Simão Alvares 1018
Tel.: (11) 3562 7550

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Agora sim: conquilles saint jacques

Quando eu fiz aquele post falando das conchinhas de camarão com salmão que por um tempo compensaram a ausência da receita oficial das conquilles saint jacques da minha avó, me deu uma vergonhazinha.

Se vovó não consegue passar a receita – ou eu não consigo captar, ou as duas coisas – que eu fosse buscá-la em outras freguesias.

Pois bem, fui.

E fui logo numa freguesia bem grifada  e achei uma receita do Anthony Bourdain para a tradicional entrada francesa. Traduzi, testei, fiz pequenos ajustes (seeempre, sorry a pretensão Tony) e o resultado: comer e chorar.

Com perdão do clichê, mas é isso mesmo. A melhor casquinha que já comi. Ever.

Segue abaixo a minha versão, que entre outras adaptações, leva caldo de frutos do mar no lugar do caldo feito com a própria vieira.

Explico: para conseguir fazer um bom caldo com vieira, na minha opinião, seria preciso ter a vieira fresca, com aquela parte avermelhada, coisa e tal. Se você é uma pessoa normal, sem fornecedores incríveis que descolam uma vieira fresca de um dia para o outro, vai acabar comprando congelada no supermercado, como eu fiz. Nesse caso, faça um caldo de frutos do mar. Aliás, faça bastante e congele, que vale a pena (a receita do meu está logo abaixo). Pode ser a salvação de muitos jantares “memoráveis” feitos de sem tanta antecedência.

Conquille Saint Jacques

Conquilles Saint Jacques

Rendimento: 6 porções

Ingredientes

2 xícaras de caldo de frutos do mar
½ xícara de vinho branco seco
½ quilo de vieiras
250 gramas de cogumelos (eu usei Paris) bem limpos e picados
6 colheres de sopa de manteiga (rá!)
½ xícara de creme de leite fresco
Sal e pimenta moída na hora
Migalhas de pão
Nóz moscada a gosto
Queijo parmesão para gratinar (na receita original leva Gruyère, mas eu usei o que tinha em casa)

Modo de preparo:

Esquente o caldo de frutos do mar, adicione o vinho, deixe ferver por cinco minutos. Adicione as vieiras, deixe o fogo bem baixo e cozinhe por cerca de 5 minutos (pode ser menos, uns 3, pois o caldo já está feito e não precisa absorver o sabor da vieira, que cozinha muito rapidamente).

Retire as vieiras com uma escumadeira , corte-as ao meio (eu deixei algumas inteiras e achei que foi bom negócio). Acrescente os cogumelos aos líquido e cozinhe destapado por cerca de 10 minutos. Reserve os cogumelos.

Em uma panela, leve a manteiga para derreter e adicione a farinha. Cozinhe sem dourá-la por cerca de cinco minutos. Adicione o caldo aos poucos até que forme um creme espesso. Adicione o creme de leite e cozinhe em fogo bem baixo até que fique homogêneo e cremoso.

Tempere com sal (se necessário), pimenta do reino ralada na hora e noz moscada. Adicione as vieiras e os cogumelos e mexa.

Preencha seis casquinhas de vieiras ou ramequins com a mistura. Cubra com migalhas de pão e parmesão ralado grosso na hora e leve ao forno até gratinar.

Coma na companhia de um belo Chardonnay e seja feliz.

Caldo de frutos do mar

1 talo de alho-poró

1 talo de salsão
1 cenoura
2 cebolas grandes
1,5/2kg de cabeça e casca de camarão
1,5 a 2kg de vôngole
Cabeça de um peixe (opcional)
1 bouquet garni (ervas aromaticas amarradas, tomilho, louro, salsa…)
Pimenta preta moída na hora
Uma pitada de sal (acho melhor deixar o caldo praticamente sem sal e salgar a comida na hora)
1 garrafa de vinho branco seco (opcional, mas se usar, não acrescente mais vinho na receita acima)

Modo de preparo

Refogue a cebola, o alho poró, a cenoura e o salsão em azeite. Acrescente os frutos do mar e cubra com água até que dois palmos de água cubram os sólidos. Deixe cozinhar em fogo baixo até que o liquido se reduza pela metade (quanto mais reduzido, mais forte vai ficar o sabor. Pela metade já fica bem bom). Na hora de armazenar ou usar direto da panela, use uma concha. Se verter a panela, você corre o risco de que a areia que o vôngole costuma soltar durante o cozimento – e que fica no fundinho da panela – vá parar na sua comida. Ugh!

Utilidades comuns: casquinhas, bolinhos e outros petiscos com frutos do mar, fideuá, paella, risotos de frutos do mar, massas à marinheira.

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